A Medicina como arte de curar veio perdendo esta característica ao longo dos dois últimos séculos, tornando-se uma profissão exercida mais na base da instrumentalização, em detrimento da atenção ao doente. O avanço tecnológico, reconhecidamente importante na elucidação, tratamento e reabilitação de muitas doenças, não deveria jamais substituir o caráter fundamentalmente relacional de um trabalho que envolve pessoas – é preciso ter sempre em mente que se deve tratar doentes e não doenças.
Nessa perspectiva, o principal papel do profissional de saúde é cuidar do paciente, mesmo que não seja possível promover a cura de sua doença, pois enquanto cidadão e usuário do sistema de saúde, qualquer paciente tem o direito de receber atenção e respeito dos profissionais que tratam de seus males, dentro de uma visão holística de cuidados de saúde. Pensamos também que profissionais de saúde sentir-se-ão mais motivados a prestar um atendimento eficiente e eficaz, desde que se sintam comprometidos e estimulados em seus espaços de trabalho. Por fim, defendemos que a formação de estudantes da área de saúde deve contemplar o desenvolvimento de práticas humanizadas no cuidado de pacientes.
Assim, estamos preparando nossos Congressos de Humanização 2010, em julho próximo, no Centro de Convenções de Pernambuco e em nossa bela Recife, para debater a melhoria da assistência interdisciplinar em saúde, alertar para o auto-cuidado que todo profissional de saúde precisa desenvolver em si próprio, e mostrar o que estudantes universitários já estão fazendo para minorar o sofrimento e ajudar na recuperação de pacientes. AGUARDAMOS VOCÊ, AQUI ENTRE NÓS!


Carregando...





